Como a falta de gestão na cultura e clima organizacional pode afetar a saúde dos colaboradores
Os transtornos mentais e emocionais são a segunda maior causa de afastamento no trabalho. De acordo com a Previdência Social, em 2016, 75,3 mil trabalhadores foram afastados de suas funções por causa da depressão. Em paralelo a isso, a concessão de auxílio-doença aumentou quase 20 vezes. Ambientes em que os profissionais não se sentem amparados costumam ter uma demanda excessiva, pouco controle de tarefas, recompensas inadequadas e excesso no comprometimento individual. A cultura e clima organizacional da empresa refletem a imagem e a satisfação do colaborador com o ambiente de trabalho. Quando os profissionais se sentem felizes, o impacto em sua saúde e bem-estar é positivo. A cultura e clima organizacional são positivas quando permitem que o profissional realize suas necessidades pessoais. Ou seja, o ambiente de trabalho não afeta suas relações externas, desejos, disposição e interesse. Além disso, estar em um local agradável estimula o relacionamento entre os profissionais, a troca de experiências e o aprendizado. O contrário do que acontece quando os colaboradores estão desgastados, onde brigas e desentendimentos são frequentes.Qual é o custo do estresse?
Os custos são altos. No que diz respeito ao afastamento de profissionais do mercado de trabalho, o último Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho, realizado pelo Departamento Público de Estudos Socioeconômicos (Dieese), revela que 16.381 pessoas receberam auxílio do INSS em junho de 2015. Faltam registros para representar o impacto que esses afastamentos causam às empresas. De qualquer forma, podemos listar algumas situações comuns:- Profissionais que precisam substituir colegas que faltam;
- Gestores que precisam lidar com faltas não programadas (recolocações, ajustes de fluxo de tarefas, treinamentos ets);
- Profissionais que não faltam, mas não conseguem executar suas tarefas.